FESTAS 2

FESTAS 2

COSTUMES HEBRAICOS"

"AS FESTAS DE ISRAEL"

As 3 festas maiores, celebrados anualmente em Israel: Êxodo 23:14; 34:23; Lev 23; Num. 29; Deut. 16.

1. A Páscoa e a do pães asmos à 1. Pesaeh

2. A Festa dos Tabernáculos à 2. Sucót

3. A festa da Sega (Colheita, Semanas, Pentecostes) à 3. Shavuót

Existem outras festas, conforme o ensino Bíblico. Devemos estar as festa de Israel detalhadamente, lembrando que há um observação Bíblica mas também há certas modificações na observação delas entre os israelitas de hoje. Além disso existem certas festas que devem se consideradas como "extra Bíblicas."

 

"A PÁSCOA CONFORME A BÍBLIA"

A instituição da Páscoa está registrada no livro de Êxodo 12:1-20. Foi instituída no dia 10 de Nisan até dia 14 e no dia 14 a dia 21, observaram a dos pães asmos.

1. Um Cordeiro: Êxodo 12:3-4

Deus lhes deu a ordem para sacrifica e um cordeiro. Um por cada família ou se a família for pequena o cordeiro poderia duas famílias.

2. A Condição do Cordeiro: Êxodo 12:5

  1. Havia de ser macho de anos.
  2. Havia de ser sem defeito.

3. O Cordeiro foi guardado até o dia 14: Êxodo 12:6 parte a.

  1. O Cordeiro havia de ser imolado no crepúsculo da tarde: Êxodo 12:6 parte b.
  2. Os Israelitas haviam de colocar o sangue do cordeiro em ambas as ombreiras e na verga da porta. Êxodo 12:7.

6. Os Israelitas haviam de comer carne assada no fogo, pães asmos, e ervas amargas naquela noite. Êxodo 12:8

7. Outras instruções a cerca de comida e a festa dos pães asmos. Êxodo 12:9-20.

Infelizmente, os israelitas não guardavam a páscoa como foram mandados. A Bíblia registra 5 eventos da observação da páscoa:

  1. No Egito quando a festa foi instituída Êxodo 12:1-20.
  2. Observada por Salmão II Crônicas 8:12-13.
  3. Observada por Ezequias II Crônicas 30.
  4. Observada por Josias II Reis 23:21-23 cf. II Crô. 35:1-19.
  5. Observada pelo Messias, Jesus Cristo Lucas 22:1-20; Mateus 26:17-19.
  6. Cristo é a nossa Páscoa I Coríntios 5:7-8.

 

"A OBSERVAÇÃO DA PÁSCOA DE HOJE EM DIA"

Houve tantas modificações na observação dessa festa que tecnicamente falando os israelitas não observando a páscoa e sim a festa dos pães amos. Até que eles observam a festa no dia 15 até 22 de Nisan. A festa é celebrada por 8 dias.

Israelitas usam um livrinho que contém a ordem de serviço que deve ser observada na noite de páscoa, chama-se "HAGGADAH SHEL PESSACH" (A NARRATIVA DA HISTÓRIA DA PÁSCOA). Para Israel é a história ou declaração da sua independência. Este, "Culto em Casa" chama-se o "SEDER" . (Ordem de serviço).

O festival de páscoa (pesach) começa na véspera de 15 de Nisan (Abril) e dura 8 dias.

Na noite do dia 14 o chefe da família faz uma procura diligente na casa com uma vela na mão. Está a procura de "chametz" (levedura) porque não é licito Ter leveduras na casa durante esses 8 dias. Essa procura chama-se "Bedikat Chamatz". De fato, a senhora da casa fez uma limpeza espiritual durante o mesmo dia e a casa é muito limpa. Porém, ela deixou de propósito alguns miolos de pão para ele achar. Os miolos de pão são embrulhados e queimados na manhã seguinte. Essa cerimônia é chamada de "Biur Chametz". Ele era depois pedindo que Deus lhe perdoe se houver uma levedura que não foi achada.

Tecnicamente falando não é licito nem possuir alguma levedura durante pesach não só simplesmente limpar a casa. Então, judeus piedosos que são donos de lojas que vendem produtos de leveduras devem desembaraçar-se delas. Por isso inventaram uma cerimônia chamada: "Meekirat Chametz". (A venda de levedura). O judeu piedoso deve vender sua possessão de leveduras para um gentio. A transação é feita na presença de um rabino, geralmente, mas a possessão !devolvida depois do Pesach.

Na noite de páscoa, o pai volta da sinagoga para sua casa decorada para a festa. A família está vestida com a sua melhor roupa. A mesa está preparada em todos os símbolos tradicionais de pesach. A casa é bem iluminada para comemorar o fato que as casas dos seus antepassados tinham luz enquanto as dos egípcios estavam em trevas durante a nona praga. Êxodo 10:21-23.

 

"OS SÍMBOLOS NA MESA"
  1. O Copo de Água Salgada: simboliza o Mar Vermelho e também as lágrimas dos seus antepassados quando eram escravos.
  2. Os Três Matzos: (pães asmos) cobertos com uma toalha branca, Lembrando aos pães asmos originais.
  3. 4 Copos de Vinho Vermelho: simboliza o sangue do cordeiro.
  4. O Copo de Elias: Um copo de vinho é reservado para o profeta Elias. Também uma cadeira e a porta aberta para sua vinda. Existe uma tradição rabinica que Moisés virá na noite de Pesach. Isto simboliza a esperança dos Israelitas. Será que ele virá nesta noite? Tomará o vinho? Anunciará a chegada do Messias?
"OS SÍMBOLOS NO PRATO DE PESACH"
    1. Um ovo: (o ovo cozido simboliza o sacrifício do cordeiro inteiro sem quebrar um osso do cordeiro).
    2. Um osso: (simbolizando o cordeiro que não pode sacrificar sem o templo).
    3. Charoseth: (uma mistura de maçã moída, nozes e vinho) simboliza a mistura usada para fazer os tijolos para Faraó.
    4. As amargas: (ervas amargas significa geralmente vida amarga no Egito).
    5. Os verdes: (provavelmente significa rábano silvestre). (rabanete silvestre).

 

O Sábado antes da páscoa chama-se "os sábados há-gadel" ou "o grande sábado".

Os israelitas tem um culto em casa chamado "O Seder" (ordem de serviço) que já tinha mencionado. O seder se encontra no livro "Haggadah Shel Pesach". A ordem de serviço é o seguinte:

1. Benção 5. Recitar 9. Combinar 13. Louvar

2. Lavar 6. Lavar 10. Preparar a mesa

3. Salsa 7. Benção da Matzah 11. Aphikomem

4. Dividir 8. Amargas 12. Benção.

Explicação do Seder

1. Kaddesh: (Oração de Santificação). Encher um copo de vinho (da redenção) "Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o fruto da videira. Abençoado és Tu, ó Jeová, nosso Deus, que escolheste nos de entre todos os povos, e nos exaltastes de todas as línguas e nos santificaste com teu mandamentos, etc... Abençoado és Tu, Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, porque preservaste vivos e nos sustentaste e nos trouxeste até está época de férias". (Então todos tomam o primeiro copo de vinho).

  1. Rachtza: (Lavagem das Mãos). Para qualificá-lo como sacerdote da ocasião, o chefe da família veste-se de um "Kittel" (um manto) e um "yarmulkeh". Depois ele reclina num leito preparado.
  2. Carpas: (Salsa, os Verdes). Salsa é distribuída entre os participantes. O chefe

Pronuncia uma benção e mergulha a salsa na água salgada. Isto representa o "hissope" que foi mergulhado no sangue e depois colocado na porta em Egito.

  1. Yachatz: (Divisão). O Chefe divide "Matzah" no meio e embrulha uma parte escondendo-a debaixo de uma almofada. O outro pedaço é colocado de novo na mesa. O pedaço escondido chama-se "Aphikomem". E é considerado precioso. Todos ficam em pé, seguram o prato de "Matzah" e recitam: "Isto é o pão da aflição que nossos pais comeram no Egito. Deixem todos os que tem fome entrar e comer e os que estão em falta, entram para celebrar a páscoa. Hoje estamos celebrando-a em Jerusalém. Este ano, somos servos, no ano que vem, seremos livres na terra de Israel."

5. Maggid: (Recital de Ação de Graças). Recitem, Então, os milagres e as bênçãos que Deus fez no Egito quando os libertou. Orem para proteção no futuro e também que Deus os vingues. A Haggadah (narrativa) começa com quatro perguntas pelo membro mais moço da família.

Introdução: "Como é que esta noite é diferente do que todas as outras?"

  1. Em todas as outras noites podemos comer pão levado (fermento) mas hoje a noite comemos só Matzah (pão asmo). Porque?
  2. Em todas as outras noites podemos comer qualquer tipo de ervas. Hoje a noite só ervas amargas. Porque?
  3. Em todas as outras noites, nem mergulhamos os verdes nenhuma vez. Hoje a noite até duas vezes. Porque?
  4. Em todas as outras noites, jantamos ou assentados ou reclinados mas hoje a noite todos jantam reclinados. Porque?

O Pai responde: "Éramos escravos no Egito... e ele relata a narrativa toda conforme o ensino de Torá (Ex. 13:8), exigindo uma aplicação pessoal da redenção, ele tem que louvar a Deus como se fosse a sua própria redenção do Egito. Entoam Salmos 113 e 114. (os copos de vinho são enchidos de novo e todos bebem).

  1. Rachtza: (Lavagem das Mãos). Todos as lavam agora e a benção é pronunciada sobre a Matzah.
  2. Motze-Natzah: (quebrar a Matzah). O chefe da família quebra a distribui pedaços de Matzah a todos.
  3. Maror: (ervas amargas). Cada pessoa recebe uma erva amarga que é então mergulhada no Charoseth e comida.
  4. Korach: (colocar o rábano silvestre). Todos colam dois pedaços de rábano silvestre entre Matzoth e mergulham-no na Charoseth, todos dizendo: "Em memória de Hillel porque este famoso rabino o fez para cumprir". Ex. 12:8. Talvez fosse isto que Judas Iscariotes fez na noite em que traiu o Messias (Mat. 26:24-25 cf. João 13:30).
  5. Shulchan Aruch: (preparação da mesa). A mesa é preparada para jantar. Tradicionalmente servem peixe, sopa, frango, etc... Torna-se uma festa de alegria em fim.
  6. Tzafon: (escondido). No fim de Seder, uma criança procura o "aphikomen" que foi escondido antes. A criança que o encontra recebe um presente. Os Hebreus Cristãos vêem nisto, algo interessante. Para eles, os Matzoth representam a trindade. O pedaço no meio que é quebrado e escondido representa "O Filho de Deus, o Messias, cortado da terra (Daniel 9:26) escondido por enquanto e que há de voltar! Todos tem que comer aphikomen". (Todos bebem do terceiro copo de vinho) cf. Mat. 26:26-29.
  7. Berech: (A Benção de Graça). A graça é pronunciada depois de jantar e todos que lavar as mãos de novo e beber o terceiro copo (agora como está escrito em cima). Enchem, então o quarto copo de vinho que significa que há de vir. Neste momento, o filho mais velho deixe seu lugar para abrir a porta para Elias.
  8. Hallel: (Louvor). Cantam os Salmos 115 a 118. O Chefe da família ora dizendo: "Ó Deus de Abraão, Isaque e Jacó, quanto estamos pela sua promessa. Nós Te imploramos agora, mandou o Seu Ungido, O Filho de Davi. Tenha misericórdia sobre o Teu povo Israel. Recolha-nos conforme a Tua palavra e seremos o Teu povo, ficaremos satisfeitos como nos tempos antigos. Eis que tudo está pronto".

(Uns momentos de silêncio... Todos esperando Elias).

Finalmente, a porta e fechada e o pai fala mais uma vez: "Até quando ó Deus, ficarás sempre bravo conosco? Quando tornarás a Ter misericórdia para conosco e nos restaurarás no Seu favor? Estamos sofrendo. Estamos espalhados entre os pagãs". Eles nos zombam dizendo: "Onde está o seu Deus? Onde está as promessas da sua vida?". Quase desanimamos mas estamos aguardando. Somos esquecidos e quase mortos mas temos confiança ainda. O Senhor, nosso Deus, que possa Te agradar par nos escolher logo, logo e nos restaurar no seu favor. Pelo menos, no ano que vem, permite que nós celebremos a páscoa em Jerusalém, Sua cidade. Bebem o quarto copo de vinho. O Seder termina com todos cantando "Chad Gadya" .

Explicação do Chad Gadya: (Um Cabrito Só)

Chad Gadya: é um corinho escrito na última pagina de Haggadah Shel Pesach. Mas o corinho tem um significado especial.

O Pai Celeste comprou um cabrito (Israel) com o sangue de circuncisão e o sangue da páscoa (o cordeiro).

O cabrito foi engolido pelo gato (Egito) que foi então conquistado pelo cachorro (Babilônia) que então foi conquistado pelo pedaço de pau (Mede Pérsia) e depois o fogo (Alexandre-Grécia) queimou o pau. Depois a água (Roma) apagou o fogo, tornando-se um império mundial. Mas o boi (os sarracenos) bebeu a água e então, foi morto pelo carneiro (cruzadas religiosas) que então foi pegado pelo anjo da morte (os turcos) e finalmente a relâmpago (Deus) acaba com o anjo da morte e salva o cabrito.

 

"PÁSCOA E A SANTA CEIA DO SENHOR"

Mat. 26:17-30; Mar. 14:12-16; Luc. 22:7-23; I Cor. 11:23-29; João 13.

Nos ensinam que a Santa Ceia foi instituída na noite da Páscoa pelo Messias de Israel, o Senhor Jesus Cristo. Aparentemente, Jesus estava ensinando a seu discípulos que a Santa Ceia ia tomas lugar da Páscoa e que Ele mesmo desde então o Senhor Jesus é a nossa (dos filhos de Deus) Páscoa. I Cor. 5:7.

Jesus observou a Páscoa exatamente do jeito que acabamos de estudar, mas quando Ele se levantou para partir a Matzah (aphikomen) e distribui-los aos discípulos, então, Ele instruiu a Santa Ceia dizendo que o pão representava o seu corpo, e mais tarde o vinho, o seu sangue.

  1. Páscoa comemora a redenção física do Egito.
  2. A Santa Ceia comemora a redenção espiritual do pecado.
  1. Páscoa foi observada anualmente.
  2. A Santa Ceia é observada livremente

Existem doutrinas falsas em relação a observação da Santa Ceia. Por exemplo: o concílio de Trento inventou a doutrina de transubstanciação (que os elementos, o pão e o vinho tornem-se no corpo e no sangue de Cristo).

Os luteranos e outros defendem a tese de consubstanciação (que a presença espiritual de Cristo acompanha os clementes).

Mas conforme a Bíblia os elementos apenas representam ou simbolizam o corpo e o sangue de Jesus. Nós mostramos Sua morte até que Ele venha, é simplesmente em memória de Dele.

  1. Páscoa foi dada a Israel como uma festa a ser observada perpetuamente. Êxodo12:14; Lev. 23:14 etc...
  2. A Santa Ceia foi dada a Igreja até que o Senhor volte. I Cor. 11:26.

"O CORDEIRO DA PÁSCOA É O TIPO DO CORDEIRO DE DEUS (CRISTO)".

    1. O cordeiro havia de ser sem mancha, guardado 4 dias (Ex. 12:5-6 cf. João 8:46; 18:38).
    2. O cordeiro assim provado foi sacrificado (Ex. 12:6 cf. João 12:24; Heb 9:22).
    3. O sangue do cordeiro havia de ser aplicado (Ex. 12:7 cf. João 3:36).
    4. O sangue do cordeiro pela fé (mais nada) evitou julgamento (Ex. 12:13 cf. I João 1:7). O sangue na porta foi o suficiente.
    5. A festa de Páscoa tipificou Cristo como Pão da Vida cf. A Santa Ceia. (Mat. 26:26-28 ; I Cor. 11:23-26).

 

 

(SHAVUÓT)

"A FESTA DAS SEMANS"

As três principais festa de Israel são a da Páscoa, de Shavuót e a de Succoth. Realmente houve sete festas observadas anualmente mas estas três eram as maiores. As três principais são mencionadas em Êxodo23:14-19, e essas peregrinações são mencionadas com mais detalhes em Lev. 23 e Deut. 16.

Tecnicamente falando as três são:

  1. A Festa de Pães Asmos Êxodo 23:15 cf. Êxodo 12:14-20.
  2. A Festa da Sega Êxodo 23:16 cf. Deut. 16:9-12 Lev. 23:15-16.
  3. A Festa da Colheita Êxodo 23:16 (parte b) cf. Deut 16:16-17 (3 vezes).

Conforme a Torá, há 7 festas fixas Lev. 23:2-4. São:

  1. A festa da Páscoa Lev. 23:5.
  2. A Festa de Pães Asmos Lev. 23:6.
  3. A Festa do Feixe das Primícias Lev. 23:10
  4. 4. A Festa do Pentecostes Lev. 23:15-16.
  5. A Festa de Trombetas Lev. 23:24.
  6. O Dia da Expiação Lev. 23:27.
  7. A Festa do tabernáculo Lev. 23:34.

A Festa de Shavuót no livro de orações dos judeus é intitulado "Z?man Maçan Toracenu." (A época em que foi dada a Lei). Regozijo da Lei.

Querendo ligar essa festa com algum evento histórico, como é no caso da páscoa, os israelitas dizem que a Lei de Moisés foi dada no dia de pentecostes. Mas a pergunta é: Se realmente foi dada a Lei de Deus neste dia? E como é que eles chegaram a essa conclusão?

Em Êxodo, capítulo 12 nós lemos que o povo saiu do Egito no dia 14 de Abril. (1 mês).

Em Êxodo, capítulo 19 vemos que os israelitas chegaram ao Monte Sinai no 1 de Junho. (3 mês).

Em Êxodo, capítulo 19 mais a diante, aprendemos que o povo israelita tinha de passar 3 dias ao pé do monte, preparando-se para o que ia acontecer.

A Lei foi dada só depois de passado todo este tempo.

Os israelitas viajaram dezesseis dias durante o primeiro mês, e vinte e nove no segundo, com mais um dia no terceiro, e passaram três dias esperando em preparativos. Somando estas cifras, chegamos ao total de quarenta e nove dias, o tempo que passou desde a saída do povo de Israel do Egito até no dia anterior a recepção da Lei. Assim no qüinquagésimo dia após a Páscoa, no próprio dia de Pentecostes o povo escolhido recebeu os 10 mandamentos. (50 dias depois do segundo dia de Páscoa).

Alguns costumes observados em relação a Shavuót são:

  1. É costume comer os lacticínios no 1 dia de Shavuót porque Ex. 23:19 diz as primícias dos primeiros frutos da terra trarão á casa de Senhor teu Deus e sem interrupção prossegue Dizendo: "não cozerás o cabrito no leite de sua mão. Outra razão dada é: quando pais voltaram as sua tendas depois de terem recebido a lei, estavam com fome e não agüentavam esperar até que fosse preparada uma refeição e carne e portanto se satisfizeram comendo dos lacticínios que estavam a mão."
  2. É costume ler o livro de Rute nas sinagogas porque a história dela realizou-se nas épocas segas do trigo e cevada. E porque Rute, de vontade Livre, tomou si o julgo de Torá. E finalmente porque Rute veio a ser a avó do Rei Davi e este conforme a tradição judaica , faleceu no dia da festa do Shavuót.

Pois bem! Desde que é o aniversário da Lei é então, como já disse, consideração o nascimento de Judaísmo. Pentecostes só 50 dias após páscoa.

Passaram 1500 anos depois da celebração da primeira Páscoa e a primeira Festa de Semanas ou Pentecostes. Profetas pregaram e escreveram falando sobre o Messias que viria para redimir Israel. Finalmente o Messias veio! Ensinava, pregava, curava, foi rejeitado e crucificado. Morreu e foi sepultado e ressuscitou! Mandou que seus discípulos esperassem até a promessa do Pai. Eles esperaram desde a Páscoa até Pentecostes e no qüinquagésimo dia estava reunidos num lugar quando de repente veio do céu um como de um vento impetuoso, encheu toda a casa onde estavam. Todos foram batizados e cheios do Espirito Santo.

A Igreja de Cristo, nasceu! O seu aniversário? É no dia de Pentecostes!

 

SUCCOT

(A FESTA DOS TABERNÁCULOS)

Referencias na Bíblia:

Êxodo 23:16 parte (b); Deut. 16:13-15 e 17; Lev. 23:33-34.

Conforme a Bíblia a festa foi observada durante 7 dias. 15 de Tishri (Set-Out) à dia 22.

O primeiro dia, era o dia de santa convocação (dia de descanso).

Ofereceram sacrifícios todos os dias (a tradição rabinica diz que sacrificaram 13 sacrifícios no primeiro dia, 12 no segundo etc. ... 7 no 7º dia e a soma é de 70 para todas as nações).

Ofertas queimadas no oitavo dia.

Frutos das árvores.

Ramos de palmeiras (lulevim).

Habitaram em tendas de ramos 7 dias, (para lembrar que os pais assim fizeram).

Enfim era uma festa memorial e ação de graças para o fruto recolhido.

A Festa hoje em dia:

  1. Começa no dia 15 de Tishri.
  2. Observada pelos ortodoxos e conservadores por 9 dias. Adicionaram o nono dia porque a festa mudou o seu caráter. Comemoram no fim dela "Simchat Torá", regozijo por Ter recebido a Lei Mosaica.
  3. Observada em Israel e pelos reformados por 8 dias.
  4. A festa é a considerada a mais alegre de todas. Os rabinos dizem: "quem nunca viu Jerusalém na época dessa festa não sabe o que significa regozijar mesmo." (Eles bebem, cantam, dançam regozijam). Ë um festival de outono. Depois da ceifa realiza-se essa festa dando graças a Deus por tudo que foi ceifado e oram que Deus lhes de chuva o ano que vem.
  5. A festa tinha vários nomes:

Chag Há-osif Festival da colheita. Lev. 23:29.

Chag Há-succot Festival de tendas de ramos. Lev 23:42-43.

Chag Adonai Festival de Deus. Lev. 23:39.

HeeHag O Festival. João 7:37.

  1. A festa tinha o caráter agrícola, mas hoje em dia é mais ligada com a Lei e a Torá.
  2. Símbolos usados na festas: As tendas de ramos (saduceus, fariseu), o lilvou (fariseu), o cthrog ! símbolo da terra prometida (saduceus e fariseus), o cântaro de água usado pelo sacerdote.
  3. Aplicação profética: Israel durante o milênio, recolhida e restaurada observará a Festa dos Tabernáculos. De fato, todas as nações serão obrigadas a observá-la. (Zacarias 14:16-21).

 

"O DIA DA EXPIAÇÃO"

Lev. 23:26-32 cf. Heb. 9:1-16 e Lev. 16:1-34.

Levíticos 23 trata o dia em relação ao povo, enquanto Levíticos 16 nos dá os detalhes em relação ao sacerdote e os sacrifícios.

Conforme a Bíblia:

  1. Dia 10 de Tishri (o sétimo mês, Setembro) é o dia da expiação.
  2. Tereis Santa convocação.
  3. Afligireis as vossas almas.
  4. Trareis ofertas queimadas ao Senhor.
  5. Nenhuma obra fareis.
  6. Toda alma que não afligir será eliminada.
  7. Quem fizer alguma obra, será destruído por Deus.
  8. Sábado de descanso solene será, aos nove do mês, duma tarde a outra, celebrareis o vosso Sábado.

Hoje em dia:

Yom Kippur (o dia da expiação) ao por do sol no dia 9 de Tishri até ao por do sol do dia 10, a maioria dos judeus, entra na sinagoga. Até os que freqüentam regularmente, porque consideram Yom Kippur, o dia de julgamento, o dia de prestar contas com Deus. Estão buscando perdão através de arrependimento.

Yom Kippur é o décimo dia depois de "Rosh Hashanah" (o ano novo). Estes 10 dias são chamados, "Dias de reverencia de grande medo, ou os 10 dias de arrependimento".

Na tarde de 1 de Tishri (Rosh Hashanah) judeus em toda parte congregam-se perto de rios córregos, e até à beira do mar para observar o ritual de lançar todos os seus pecados nas profundezas do mar. A cerimonia chama-se "Tasblikh" que significa "todos os seus pecados".

Desde que os judeus não tem o seu templo, nem sacerdócio, nem sacrifícios, devem substituir algo para fazer expiação dos pecados. Os rabinos ensinam que Deus aceita:

  1. Arrependimento que implica restituição.
  2. Oração (Slihoth, orações a meia noite pedindo perdão).
  3. Caridade.
  4. Jejum (todos fazem jejum de 13 anos para cima).
  5. Sofrimentos (a grande matança dos judeus basta para todos).
  6. Malkoth (39 açoites).
  7. Sua própria morte (Salmo 116:15).
  8. O estudo de Torá ou Talmud.

Tudo isso será aceito em vez de um sacrifício. Mas, até hoje, alguns ortodoxos na Europa e outros países, sentindo a necessidade do sacrifício, lembrando que não há remissão dos pecados sem derramarem sangue. Lev. 17:11. Observem a cerimônia de "Kapporoth" (sacrifício de expiação). O homem tem que sacrificar um galo e a mulher tem que sacrificar uma galinha.

No dia de Yom Kippur, os judeus tem uma boa refeição na tarde antes do por do sol porque vão jejuar por 24 horas. Ao por do sol, na sinagoga, o cantor (chazan) vestido de branco e com dois membros da congregação em cada lado

Dirige-se dizendo: "Pela autoridade do coorte celestial e pela autoridade do coorte na terra, na presença do Onipresente e na presença desta congregação, oremos com todos os transgressores".

Então, o cantor entoa a oração mais solene de todas: chama-se "O KOL NIDRE" (todos os juramentos ou votos).

"Todos os votos, compromissos, juramentos, devoções, promessas, penalidades e obrigações pelas quais nós temos vontade, jurado, votado e lançado desde este dia da expiação até o próximo dia da expiação sejam par o nosso bem, estamos arrependidos de tudo e que todos sejam ab-rogados e anulados. Nenhum deles tem mais poder sobre nós. Nossos votos não serão considerados votos, nem juramentos como juramentos."

Essa oração de Kol Nidre que absolve o judeu que falhou cumprir os seus votos é muito criticada. É natural porque os críticos dizem seria tolice fazer um negócio com judeus que poderiam ser absolvidos de todos os juramentos no dia da expiação.

Mas realmente, os judeus não estão querendo fugir de seus compromissos. Estão simplesmente expressando a sua incapacidade de cumprir todos os seus votos e compromissos. Quer dizer, na opinião deles, ninguém pode pensar, no dia da expiação, que já cumpriu e que Deus é obrigado a aceitá-lo. Também , uma cerimonia religiosa, não tem nada a ver com a Lei civil e um judeus não pode fugir um contrato legal sem enfrentar as conseqüências da lei.

Até os judeus dizem: "Yom Kippur faz expiação das transgressões cometidas contra Deus. Yom Kippur, não faz expiação para um homem que pecou contra outro, se não houver restituição. Tem que acertar as contas com aquele que sofreu primeiro ou não receberá o perdão de Deus."

Os cabalistas escreveram: "a oração daquele que tem ódio contra outro não será atendida , nem no dia de Yom Kippur." Dizem mais: "por causa da inimizade e ódio em nossos corações estamos impedindo a vinda do Messias. Somos perseguidos por nossas iniqüidades e por isso cada dia tornam-se piores do que os outros. Até nações sabem que existem divergências e divisões entre nós. Somos um povo só, com uma só língua. Devemos ser unidos especialmente porque moramos entre inimigos. Porque que deveríamos odiar até os nossos?

"Que Deus faça uma expiação para nós renovando o nosso coração de pedra, renovando o nosso espirito e tirando o nosso ódio, até que seremos mais uma vez unidos em nossa terra!"

É um costume entre certos judeus praticar imersão na véspera de Yom Kippur. Fazendo Teshuvah (arrependimento), faz a limpeza por dentro mas observando a imersão, ou um banho ritual faz a limpeza por fira. Isa. 1:16.

A Talmud comentando sobre o versículo que diz que "naquele dia afligireis as vossas almas..." ensina que existe 5 aflições para serem observadas pelo povo:

  1. É proibido comer ou beber.
  2. É proibido tomar banho.
  3. É proibido ungir-se.
  4. É proibido usar sapatos.
  5. É proibido Ter relações sexuais.

As 5 aflições correspondem aos 5 livros de Moisés (A Torá) que foram completados naquele dias e correspondem, também aos 5 sentidos pelos quais nós guardamos os mandamentos ou transgredimos.

A idéia é que a alma deve ser afligida até não sentir-se em casa no corpo. Justamente porque a alma tem 5 nomes:

  1. Alma.
  2. Vento.
  3. Espírito.
  4. O único.
  5. O vivente

Há 5 aflições para remover a corporalidade.

Os comentários da Talmud tinham um dificuldade em reconciliar como uma confissão que consiste em apenas palavras poderia ab-rogar um ato pecaminoso. Mas os rabinos resolveram o problema dizendo que quando um homem fizer "Teshuvah" que é (arrependimento e confissão), então, Deus através da sua confissão fará-lhes uma nova criatura! Então, ele não é aquela criatura pecaminosa que transgrediu!

 

"YOM KIPPUR"

"O Sábado dos Sábados"

Lev. 16:1-34

Deus avisou Moisés que Arão, o sumo sacerdote, não pudesse entrar no santuário ! dentro do véu , senão uma vez por ano só, no dia 10 de Tishri, para sacrificar para ele mesmo, sua casa, para o lugar santo, para o tabernáculo da congregação, para o altar e para o povo de Israel. Levaria a pena de morte se entra-se noutro templo.

Os sacrifícios.

O sacerdote entrou com:

  1. um novilho (oferta para pecado). Lev. 16:3.
  2. Um carneiro (oferta para holocausto).

O sacerdote foi vestido com vestes sagradas: Lev. 16:4

  1. Uma túnica de linho.
  2. Calças de linho.
  3. Cinto de linho.
  4. A nitra de linho.

A congregação trouxe:

  1. Um bode para o Senho (oferta para pecado). Lev. 16:5.
  2. Um bode emissário.
  3. Um carneiro. (oferta para holocausto).

O sumo sacerdote depois de:

  1. Sacrificar para si mesmo, um novilho e para sua casa.
  2. Tomou os dois bodes e pus perante o Senhor na porta da tenta da congregação. Lev. 16:7.
  3. Lançou sorte sobre os bodes. Lev. 16:8
  1. uma para o Senhor
  2. outra para o bode emissário.
  1. Sacrificou o bode sobre o qual caiu a sorte do Senhor.
  2. Apresentou outro bode perante o Senhor para fazer expiação por meio dele e o enviou ao deserto como bode emissário.

Tipologia do Dia da Expiação:

  1. O Sumo Sacerdote.
  2. Os dois bodes

Tudo tipificou a obra da redenção pelo Senhor Jesus:

  1. Tudo foi feito pelo sumo sacerdote sozinho, não pelo povo. O povo havia apenas de trazer o sacrifício. Heb. 1:3; Mat. 26:47-50; Mat. 27:24-25.
  2. O bode sacrificado representava Cristo no aspecto da sua morte que vindica a santidade e a justiça de Deus que exige a penalidade de pecado através da Lei. Rom. 3:24-26.
  3. O bode solto tipifica aquele aspecto da obra de Cristo e da redenção que leva embora os nossos pecados, tirando-os de uma vez por todas. Heb. 9:26; Rom. 8:33-34.
  4. O sumo sacerdote entrando no Santo dos Santos tipificava, Cristo entrando nos céus com seu próprio sangue por nós. Agora, o trono do julgamento é o torno de graça aos crentes verdadeiros. Hebr. 9:11-12; 4:16.
  5. Os sacerdotes do N.T. tem o que Israel nunca tinham. A entrada é livre ao torno da graça. O véu foi resgatado; pelo sangue de Cristo podemos entrar no Santo dos Santos com intrepidez. Heb. 10:9-10 e 19-22; 4:14-16; Mat. 27:5.

Os sacrifícios dos animais também tipificam a obra de Cristo:

  1. Eram substitucionárias.
  2. A lei não foi evitada, mas honrada.
  3. O animal havia de ser sem mancha, limpo.
  4. O sacrifício era uma promessa que o pecado seria perdoado e o e teria comunhão com Deus.
  • Cristo foi sacrificado por nós, sua morte era substitucionária e expiatória.
  • Cristo cumpriu a Lei e pagou a penalidade da Lei.
  • Cristo era sem mancha nunca pecou, e é perfeito.
  • Cristo nos dá perdão de uma vez por todas e nos dá comunhão eterna com Deus.

Dispensacionalmente:

Para Israel, como nação o seu sumo sacerdote está dentro do Santo dos Santos.

Quando Jesus voltar, Israel será convertida, perdoada e restaurada de uma vez por Todas!