Símbolos do Apocalipse II

Símbolos do Apocalipse II

Símbolos do Apocalipse II

 

"Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava..." (1 Pe 3.20a).

As duas testemunhas (11.1-14)

São dois varões enviados por Deus com poder para profe­tizarem por 1.260 dias (vv 3-7). Este período corresponde a 3 1/2 anos da primeira metade da semana de anos. No meio da semana o Anticristo os matará em Jerusalém, "onde seu Senhor foi crucifi­cado" (v 8). Jerusalém está dominada por tantos pecados que é comparada a Sodoma e Egito, mas ali as testemunhas de Deus pregarão. Os que se converteram com sua mensagem, devem ser os mártires dos capítulos 6.9 e 7.9.

Durante três dias e meio, permanecerão mortos e serão vistos pelos povos de várias partes do mundo. Com o progresso da ciência, por meio da televisão e outros tipos de comunicação, será possível acontecer isto em três dias e meio.

Então Deus os ressuscitará e os chamará para o céu, causando grande espanto aos inimigos . Segue-se um terremoto bem terrível (vv 13 e 14).

Trombeta - "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo.'' Realiza-se aqui o que os santos rogaram, e por isso estão agradecendo (v 17). Esta trombeta do juízo é mais um ai para Satanás e seu povo. A sétima trombeta dá lugar à outra série de juízos, por meio das sete taças da ira de Deus.

Um parêntese na apresentação dos juízos (11.19 -14.20)

Antes de virem as taças, há este trecho, com diversas visões que servem de explicação, ou ajudam a compreender todo o conteúdo dos capítulos 4 a 11 e 15 a 19. Aparecem detalhes do ambiente onde são executados os juízos de Deus; e são menciona­dos agentes e forças inimigas que ajudam a entender melhor a razão da destruição que é realizada.

Abriu-se o céu (11.19) e foram vistos o Templo de Deus e a arca do concerto. Seguiram-se relâmpagos, vozes, trovões, terre­motos e saraiva. Deus estava anunciando alguma coisa de alta significação e importância. Os capítulos 12,13 e 14 trazem visões, que não formam seqüência com a parte anterior, nem com o que segue, mas têm uma relação que se descobre no estudo progres­sivo.

R. H. Boll, em seu livro “O Apocalipse e Revelação de Jesus Cristo'', chama o pano de fundo de todo o período dos capítulos 4 a 19. Capítulo 12.1-5, quanto ao tempo, pode ser antes de 4.2. O capítulo 12.7 até 13.18 acontece no mesmo tempo das trombetas e das taças. A besta vem entre a 6ª e a 7ª trombeta e durante as taças.

Capítulo 12 - A mulher e seus inimigos

A mulher é a nação israelita. A coroa de 12 estrelas fala das 12 tribos de Israel. A lua debaixo dos pés (v 1) é o mesmo Israel, que brilhou como nação, está obscura agora, e brilhará no futuro. É como a lua que alumia, fica escura, e depois alumia de novo.

O dragão é Satanás (v 9) que manifestou seu ódio desde quando Jesus nasceu, usando Herodes (Mt 2.3,7,9.16); e continua odiando a pessoa de Jesus.

A mulher foge para o deserto, onde há um lugar preparado por Deus (v 6). Deus protegeu Jesus, mandando-o para o Egito, no tempo de Herodes. Sustentou o povo judeu durante tantos séculos, e os inimigos não puderam exterminá-lo. Do mesmo modo há de preparar um refúgio contra a ira do dragão naquele tempo.

Satanás expulso dos céus (vv 7-9) - Agora ele vive rodeando a terra, tentando os homens (1 Pe 5.8), e vai à presença de Deus (Jó 1.6; 2.2) para acusar os crentes de dia e de noite (v 10). Naquela ocasião haverá guerra entre Miguel e seus anjos contra o dragão que será expulso dos céus e ficará zangado, porque sabe que falta pouco tempo para seu julgamento (v 12). Ele é expulso exatamente no meio da semana, e, irado por isso, vai perseguir a mulher.

Começa a Grande Tribulação, quando o Anticristo, inspirado por Satanás, quebra o acordo com o povo judeu.

O lugar deserto para onde a mulher vai é o mesmo referido no versículo 6. Ali fica protegida por Deus por três anos e meio, correspondentes à segunda metade da semana de anos.

A água como um rio que a serpente (o mesmo Satanás) lança contra ela são multidões e povos; água são povos, nações e línguas (17.15). " A terra...tragou o rio" (vi 6) é outra vez a intervenção de Deus.

O dragão foi fazer guerra ao resto de sua semente (v 17). Satanás é sempre o mesmo inimigo do povo de Deus. Mostra sua persistência em combater quem busca a Deus. Este resto da semente é a única parte fiel dentre os judeus. A maioria adere ao Anticristo, e vai para a perdição. O mesmo que perseguiu os fiéis desde o começo continuará perseguindo até o fim.

Capítulo 13 - A besta que subiu do mar e a besta que subiu da terra

Como Deus se manifesta na redenção da humanidade em três pessoas, que formam a Trindade, Satanás se apresentará naquele tempo numa trindade maligna. São duas bestas e o dragão (vv 4 e 11). Podem ser conhecidos como: O Diabo, o Anticristo e o Falso Profeta (ver 19.20; 20.10).

Tudo é dirigido pela influência de Satanás, que dá todo o poder à primeira besta (v 4) e faz a segunda falar como ele (vil).

O dragão é o Antideus, a primeira besta é o Anticristo, e a segunda é o Antiespírito. As duas bestas agem de comum acordo que em muitos casos, nem se pode distinguir a pessoa de uma da outra.

O governo de então será o Império Romano restaurado.

Daniel viu quatro animais: um leão, um urso, um leopardo e uma fera desconhecida. São símbolos dos quatro impérios mundiais que governaram a humanidade: o babilônico, o medo-persa, o grego e o romano (Dn 7.2-28). O quarto animal ali tinha dez chifres, depois aparecia uma ponta pequena, que se engrandecia contra os santos e os vencia (v 21). Isto era um rei que havia de falar contra o Altíssimo e destruir os santos que seriam entregues em sua mão por "um tempo e tempos e metade dum tempo" (Dn 7.23-25). É exatamente o que faz a primeira besta em Apocalipse 13.5-7. Foi assim o rei do quarto reino da visão de Daniel, que fez esta perseguição aos santos, até ser destruído, e o reino ser dado aos santos do altíssimo. Do mesmo modo o Anticristo maltrata o povo de Deus, até ser destruído seu reino, pela vinda de Jesus Cristo.

A primeira besta (vi) sobe do mar, que representa povos (ver 17.15). Não é um judeu, é um elemento romano que restabelece o Império.

A segunda besta (v 11) sobe da terra. É um judeu que representa seu povo, no acordo que a primeira faz com Israel por sete anos (Dn 9.27).

Há quem diga que o Anticristo é uma doutrina, uma apostasia, uma ideologia como o comunismo. Não há base bíblica para tal idéia. O anticristo é um homem, que exerce o governo absoluto no mundo, no lugar de rei. Entre os expositores bíblicos cristãos, é mais comum a divergência sobre o qual das duas bestas do capítulo 13 será o Anticristo. Uns dizem que é a segunda que saiu da terra, porque é um judeu, e os judeus, dizem eles, não aceitam um rei que não seja de sua nação. Há quem pense que o Anticristo pode ser Judas Iscariotes. Não acham confirmação bíblica para o nome de Judas. E, quanto aos judeus aceitarem um rei que não seja de seu povo, já houve um exemplo claro das Escrituras. Quando Pilatos perguntou: "...Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão Cesar" (Jo 19.15b). Se aceitarem no passado o imperador romano, não haverá problema para aceitarem outra vez, confirmando uma lista de passagens bíblicas.

A besta que saiu do mar é o Anticristo, e a que saiu da terra é o Antiespírito. Esta faz que a terra e seus habitantes adorem a primeira besta (13.12), como o Espírito Santo faz com que adore­mos Jesus Cristo.

O reino daqueles dias será o Império Romano, porque nas profecias de Daniel não se fala doutro, mas do quarto animal ou quarto reino. Se não há um quinto Império Mundial, é ele mesmo.

Ainda Daniel diz: "...o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário... e fará um concerto com muitos por uma semana, e na metade da semana fará cessar o sacrifício...'' (Dn 9.26b,27a). Quem destruiu a cidade de Jerusalém e o templo depois de Daniel foi o povo romano, comandado por Tito, no ano 70. Então o povo romano é o mesmo do príncipe que faz o acordo por uma semana com os judeus.

O quarto animal de Daniel tinha dez chifres (7.7), a primeira besta tinha dez chifres (Ap 13.1), e tinha as características dos quatro animais: boca de leão, pés de urso, semelhança de leopardo e os dez chifres da quarta fera. É o representante da última fase da história dos governos do mundo.

Achamos razão para afirmar que a primeira besta é o Anti-cristo porque foi seu povo quem destruiu Jerusalém (Dn 9.26). E semelhante aos quatro animais da visão de Daniel e, particu­larmente, ao quarto (7.7). Tem características de Jesus Cristo, para aparecer como se fosse Ele.

Como Jesus Cristo:

a) Foi-lhe dado poder sobre toda tribo, e língua, e nação (vv 2e7).

b) Recebeu um trono (v 2).

c) Foi ferida mortalmente e foi curada (v 3).

d) Tinha boca para proferir grandes coisas (v 5. Dn 7.8).

e) Foi adorada (v 8).

No capítulo 17, aparece outra vez a descrição da besta, indicando mais claramente que é um elemento romano.

A besta que subiu da terra não tem as características acima, é o Falso Profeta (19.20; 20.10). É um judeu que tem mais o papel de líder religioso, como o Anticristo é o líder político.

Em Daniel capítulo 2, o rei Nabucodonosor teve um sonho no mesmo assunto da visão de Daniel. Viu uma estátua de quatro metais: ouro, prata, cobre e ferro, representando os mesmos quatro impérios mundiais. As pernas de ferro (Dn 2.33,41-43) correspon­diam ao império romano, mas tinham uma parte de barro nos pés. O ferro ali é o poderio militar de Roma, e o barro é símbolo do judeu. "...Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel" (Jr 18.6b).

As pernas e parte dos pés de ferro são o lado romano, representado pelo Anticristo; e a parte de barro, o lado judeu, representado pela segunda besta, o Falso Profeta.

Quando estão exercendo este governo orientado por Satanás, chega a hora do juízo, caindo a pedra (Dn 2.34,35,44,45) que é Jesus Cristo, que destrói tudo e estabelece o seu Reino.

A palavra Anticristo não aparece em Apocalipse, só vem na primeira epístola de João 2.18-22. Quem prejudica a obra de Cristo é um anticristo, mas virá o Anticristo. O prefixo and quer dizer contra e em lugar de. O que há de vir será espiritualmente contra Cristo e publicamente quererá aparecer como se fosse o próprio Cristo. O sinal da besta (v 16) será uma coisa visível para identificação, uma marca, distintivo ou coisa semelhante talvez impresso ou tatuado em cada pessoa. Quem não for partidário ou devoto da besta sofrerá toda sorte de impedimento e restrição.

O número 666. Este assunto é explicado no fim do capítulo sobre Numerologia. "É o número de um homem" (v 18), porém cremos que ninguém pode identificar o Anticristo agora. Muitos dizem que é o Papa, porque tomou o lugar de Jesus Cristo na terra, e muitos títulos e distintivos que adota têm, nas letras latinas, este valor (ver sobre numerologia). Mas não ousamos dizer que é o Papa. O Anticristo é um só, e o Papa vem numa série ou sucessão, tem havido muitos.

Um personagem que mais se ajusta a este número é Nero César, que foi imperador romano, porém, não temos coragem de afirmar que é ele. Quando se manifestar o Anticristo, nós, os crentes, não estaremos neste mundo, não precisamos saber exata­mente quem é.

No estudo do capítulo 17 haverá mais material sobre a besta em relação a Roma e ao nome de Nero.

 

Capítulo 14 - Sete visões breves

Cada uma delas é completa em si mesma, e faz parte dos detalhes da hora do juízo. Deus está julgando o mundo, os santos estão com Ele. Na terra, Satanás está irado. Caem os castigos de Deus sobre o mundo, e o inimigo organiza o poder universal do Anticristo, o que provoca a Grande Tribulação. Satanás quer destruir Israel, que é alvo de seu ódio. E "o dia da angústia de Jacó " (Jr 30.7), ou "...da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo..." (Ap 3.10). Aquela época é a referida em Mateus 24.21,22, quando, "se não fossem abreviados aqueles dias, nenhuma carne se salvaria". Mas são abreviados por causa dos escolhidos, os dois grupos: os 144.000 judeus que saem da tribu­lação, purificados como ouro, e os mártires gentios que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro (cap. 7).

O plano de Satanás é manter uma época de tempo bom sob o governo do Anticristo, para seus súditos viverem satisfeitos, para darem glória e honra à sua obra como se fosse de Deus. Por sua astúcia, enganará os homens para acharem que há progresso, grandeza e tranqüilidade (Dn 8.24,25). Mas este plano é blasfêmia contra Deus porque o Anticristo, sob o poder de Satanás, quer ser reconhecido como Deus. Por isso o Senhor Deus dos céus e da terra despejará sobre o seu reino todas aquelas taças da ira e da conde­nação. Afligido pelos castigos, ele descarregará sua perversidade sobre os que reconhecerem a vontade de Deus e desobedecerem a seus planos.

As sete visões breves do capítulo 14 são

1.  O Cordeiro com o restante remido de Israel (o mesmo grupo de 7.1-8) no monte de Sião.

2.  Um anjo oferecendo oportunidade mais uma vez, con­vidando os habitantes da terra a temerem a Deus e dar-lhe glória, por meio de um evangelho eterno (vv 6 e 7).

3.  Outro anjo anunciando a destruição de Babilônia (v 8). Babilônia é um poder político e também um poder espiritual. Aqui é só o anúncio, os detalhes serão estudados no capítulo 17. Ba­bilônia aqui e no capítulo 17 se refere à Igreja Católica Romana que se vendeu ao mundo para tornar-se grande. No capítulo 18 se refere a Roma, capital do reino do Anticristo, cidade comercial, riquíssima e extremamente corrompida.

4. outro anjo avisando sobre o castigo para os que adorassem a besta, a sua imagem, ou recebessem o seu sinal (vv 9-11).

5.  Uma voz do céu confortando os que morressem na perseguição.

6. O próprio Jesus Cristo com uma foice para ceifar a terra (vv 14 a 16). Tem referência à parábola do trigo e do joio (Mt 13.37-43). Os anjos cooperarão, mas quem ordena tudo é "o Filho do homem'' (Jesus). Ver o versículo 14.

7. A vindima (vv 17-20). A ceifa é o castigo sobre os homens, a vindima é a destruição da religião apóstata. A vinha produziu frutos que não agradavam a Deus. As uvas foram para o lugar da ira de Deus, que era fora da cidade de Jerusalém (v 20). Fora da cidade Jesus foi crucificado e no mesmo lugar será o lagar da ira. O sangue foi até os freios dos cavalos por 1.600 estádios. 1.600 estádios é a extensão da Palestina. Ver referência à vinha (Is 5.1; Jr 2.21).

Capítulos 15 e 16 - As sete taças da ira de Deus

Primeiro aparece um grupo composto dos que venceram a besta, sua imagem, seu sinal e seu número (v 2) e cantam louvando a Deus, cheios de gratidão. Cantavam "o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro" (v 3). O cântico de Moisés foi entoado pelo povo de Israel, quando Deus os livrou da perseguição de faraó (Êx 15). O cântico do Cordeiro é o louvor dos salvos, reconhecendo a graça de Deus que veio por Jesus como Salvador.

Os versículos 5 a 8 começam a visão dos anjos com as taças. Abriu-se o templo (v 5) e ouviu-se uma voz vinda do templo (16.1). A ordem para derramar as taças era diretamente de Deus.

1ª Taça - (16.2) - Faz-se uma chaga maligna sobre o homens que tinham o sinal da besta. A corrupção tomando proporções maiores.

Taça - (16.3) - O mar se tornou em sangue de um morto. Morte espiritual, não física. Aqui não há guerra. Satanás toma conta das almas.

3ª Taça - (16.4-7) - Os rios e as fontes se tornam em sangue. Os rios e as fontes dão de beber, aqui se tornam em sangue como castigo. E luta e violência onde devia haver paz. Pode ser na sociedade e na família.

4ª Taça - (16.8,9) - Os homens são abrasados pelo sol, blasfemam contra Deus e não se arrependem. O sol é o governo daquele tempo, que se torna despótico e intolerante.

5ª Taça - (16.10,11) - O reino da besta se faz tenebroso. Lembra as trevas que caíram sobre o Egito no tempo de Moisés. Aqui é escuridão espiritual. Parece a vida do inferno, porque os homens mordem as línguas com a dor e não se arrependem.

6ª Taça - (16.12-16) - Seca-se o rio Eufrates e três espíritos imundos surgem para congregar o mundo para uma batalha. O rio Eufrates no passado foi o limite do Império Romano. Os três espíritos são o dragão, a besta e o falso profeta (v 13), porque tudo é planejado e realizado por eles. O ideal do Anticristo é exterminar Israel que até aqui tem sido protegido por Deus. Secando o Eufrates, abre-se o caminho dos "reis do Oriente" (v 12). Estes são os russos, cumprindo a profecia de Ezequiel 38 e 39. As palavras Gogue e Magogue ali são a Rússia. Meseque e Tubal têm as mesmas consoantes no hebraico que correspondem a Moscou e Tobolski, as cidades principais da Rússia atualmente. Enquanto o Império Romano se mostra poderoso pela habilidade de seus líderes e pelos milagres que realiza (Ap 13.13), os russos formam um bloco poderoso, pelos seus grandes exércitos e pelas massas humanas de seus aliados: "Persas, etíopes, os de Pute... Gomer, Togama... muitos povos" (Ez 38.5 e 6). Naquela ocasião os russos vêm se ajuntar aos exércitos do Anticristo no lugar chamado Armagedom (v 16). A palavra Armagedom é derivada de Megido, onde Baraque lutou (Jz cap. 4). Ali os céus pelejaram, até as estrelas pelejaram (Jz 5.20). Nesta passagem é só a preparação, ou reunião para a batalha. O resultado é apresentado no capítulo 19, onde deve ser estudado. Não houve luta, porque Jesus Cristo destruiu tudo (cap. 19).

7ª Taça - 16.17-21 - Ouve-se uma voz no templo dizendo: “Está feito''. Com a 6ª  taça, cujo resultado termina em 19.19 a 21, chega ao fim do julgamento dos homens. Vejam-se as expressões: "nelas é consumada a ira de Deus" (15.1); "até que se consumas­sem as sete pragas" (15.8); e "Está feito" (16.17).

A preparação da batalha para esmagar Israel (vv 14-16) é o auge do esforço do Anticristo. No começo da semana de anos foi feito o concerto (Dn 9.27) por interesse material. Não havia amizade, nem confiança entre as duas partes. O ferro e o barro não se unem (Dn 2.43). O líder judeu, que é o falso profeta, reconhece a possibilidade de ataque de todas as nações em redor.

Zacarias profetizou sobre um ajuntamento de "todas as nações" (Zc 14.2) e falou antes de um "cerco contra Jerusalém" (12.2). Aquela profecia nunca foi cumprida, porque Deus promete livrar o povo ou o resto do povo de Israel, em Jerusalém mesmo (ver Zc 12.6,7 e 8). Quando Nabucodonosor tomou Jerusalém, não deixou o povo lá. Os restantes foram como cativos para Babilônia. A cidade foi destruída.

Quando Tito tomou no ano 70 d.C. também destruiu a cidade, e levou os sobreviventes como escravos para Roma e para o Egito.

Então o judeu faz o acordo com o Anticristo, para salvar seu povo daquele ataque. Deus anula este acordo para que os judeus sejam provados. Os que aderirem ao Anticristo perecerão, e os “restantes" fiéis serão preservados pela graça de Deus.

O Anticristo faz o acordo interessado nas riquezas da Palestina. (Ver as referências ao mar Morto e aos minérios de Israel, neste livro, no capítulo sobre o judeu e Jerusalém).

No meio da semana, o Anticristo anula tudo e persegue Israel, até culminar com a cena de Armagedom.

 

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